A gente sabe que valor é diferente de preço certo? A palavra valor pode representar muito mais do que um simples número. Valor pode ser definido de duas maneiras pra mim. E as duas definições se encontram em uma só no final, quer ver só?
A primeira definição que tenho de valor, é aquilo que nasce com a gente, todo mundo tem seus “valores”, aquelas coisas em que você acredita, seus sonhos, anseios, o que você pensa do futuro, a sua consciência propriamente dita, enfim, seus ideais.
A segunda, é o valor agregado. Afinal de contas, quanto você vale se tem apenas sonhos e desejos, idealismos bobos e uma “realidade utópica”. E não tem um valor representativo perante a sociedade capitalista? Valor representativo? Eu explico. Você sonha em ter uma banda de rock, a música é a sua paixão, você toca com um grupo de amigos e quer fazer isso profissionalmente um dia, mas agora, essa banda não lhe rende nenhum tustão, como você vai viver sem grana? Qual o seu valor pra sociedade sem dinheiro? Como mostrar o seu trabalho? Como viver socialmente? Sair com os amigos, ir pro barzinho no fim de semana, usar roupas bacanas, comprar livros, revistas, cd´s, pôsteres, ir a shows, fazer viagens, usar essas experiências como fonte de inspiração para acrescentar algo ao seu “trabalho”? Como fazer tudo isso sem dinheiro? Não dá! E você ainda acha que esse é o único problema? Não é mesmo. Você não tem valor algum seguindo seus valores. Seus pais não vão botar fé se você disser que quer ser músico. Seus amigos dentistas, médicos, engenheiros, eles não vão botar fé em você, com seus ideais. Afinal, as profissões de hoje se tornaram um comércio, elas são escolhidas pelo valor que proporcionam e isso está diretamente ligado ao dinheiro. Sim, quanto você vai ganhar? Quanto mais você ganha, mais valor você tem. (Só pra ressaltar, eu não sou, nem quero ser músico, é só um exemplo mesmo)
Falando assim, parece que de nada adianta você ter valores, se muitas vezes, eles não valem nada. Mas ainda sim eu lhe digo, é preciso ter. Os valores fazem de você o que você é. Eles te dão um norte, um rumo. Tendo valores você tem objetivos, tem pra onde seguir. Se você já sabe quais são os seus, não os deixe pra trás. Se você tem valores, você já deu um grande passo. Só não confunda uma coisa, valor não é preço. Se você trabalha só pela grana e faz do seu objetivo de vida ser alguém rico e bem sucedido, Isso faz de você alguém que tem um preço e pode ser muito facilmente comprado, corrompido. É claro que os ricos também tem valores, não se pode generalizar. É possível unir o “útil” ao “agradável” sim, mas é notório como as pessoas simplesmente se perdem nesse assunto. Digo, pensar em uma profissão único e exclusivamente pelo dinheiro. Já parou pra pensar o quanto isso é normal hoje em dia?
Afinal, quanto você custa? Quanto valem seus valores?
*Ps:

Eu sempre procuro extrair dos filmes que vejo, alguma mensagem e quando a gente se treina em fazer isso, fica fácil tirar uma mensagem de tudo que a gente vê. Afinal de contas, coisas realmente boas, tem sempre uma mensagem pra passar, toda forma bem produzida, precisa e deve ter conteúdo.
Na última semana assisti alguns filmes que me fizeram pensar. Não sei se o momento era propenso e me fez convergir para uma única mensagem final, mas todos pareciam dizer de formas diferentes é claro, a mesma coisa.
Vou tentar descrever a mensagem dos filmes, sem spoilers, mas não garanto que vou conseguir.
Colateral, o filme basicamente se resume em um taxi. Calma, eu estou falando da forma, agora vem o conteúdo.
A vida monótona, rotineira e compulsivamente organizada do taxista sonhador Max Durocher, de repente é completamente invadida por situações onde o improviso, se faz algo necessário. O taxista precisa improvisar para “sobreviver”, ele precisa se adaptar ao meio e conduzir as coisas totalmente em desacordo com seus ideais. Algo curioso no filme, é que o taxista, vivido pelo ator Jammie Fox, fala para os seus passageiros que ele na verdade não é um taxista, ele diz que aquele trabalho é apenas temporário. Então conta sobre o seu sonho, sobre abrir uma empresa de transfers de luxo.
Em uma das cenas, quando leva uma advogada, logo no começo do filme, Max fala sobre o que faz quando as coisas não vão muito bem. Ele leva consigo sempre uma foto de uma ilha deserta, aparentemente no Caribe. Segundo o taxista, ele se transporta pra este lugar ao olhar para a foto e então reorganiza suas emoções, fazendo com que tudo volte ao normal e ele se sinta bem novamente. Essa atitude positivista que é amplamente tratada em livros de auto-ajuda e, acreditem. Faz uma enorme diferença.
O que a gente não sabe e logo depois é revelado (spoiler), é que Max está a 12 anos trabalhando como taxista e afirma para todos e até pra si mesmo, que isso é algo temporário. E que ele na verdade, vai abrir uma empresa de transfers de luxo. Mas um trabalho temporário a 12 anos? O taxista planeja sua empresa meticulosamente a mais de uma década e nunca teve coragem pra dar iniciativa ao seu projeto, por medo talvez? E o mais intrigante é que, no decorrer do filme, Max vê sua vida sob a mira de um matador de aluguel.
Os diálogos entre o motorista e o passageiro, no caso, o matador em questão, são intrigantes e levam sempre a uma reflexão maior sobre a vida.
E aí, vale a pena planejar tanto e deixar a vida passar diante dos nossos olhos? Sempre temos desculpas pra esperar mais e mais e deixamos nossos projetos pra depois. Por medo, insegurança talvez. Mas sempre fazemos isso.
Pegando um link nesse assunto, o segundo filme é Curtindo a vida adoidado, um clássico da sessão da tarde. Traz uma mensagem simples, clara e muito objetiva: “a vida é muito curta. Se não pararmos de vez em quando para admirá-la, podemos perdê-la”. é mais ou menos isso que o nosso amigo Ferris Bueller (Matthew Broderick) diz no começo do filme e faz questão de repetir no final.

O jovem rapaz começa o filme matando aula e depois sai pra curtir com o melhor amigo e a namorada. Seu jeito leve, descontraído e positivo de ser, faz com que mesmo ele enganando e mentindo pra quase todo mundo, as coisas sempre acabem dando certo pra ele. Não que seja correto fazer isso, mas.. a mensagem é: Curta a vida, seja leve, apenas aproveite, pois a vida é muito curta pra se perder tempo reclamando e planejando demais, improvise, se adapte ao meio, use a situação a seu favor.
Curiosamente quando fazia esse post, vi uma matéria no mínimo interessante no site da Galileu, sobre os 5 arrependimentos mais comuns quando as pessoas estão à beira da morte.
1. Queria ter aproveitado a vida do meu jeito e não da forma que os outros queriam
O arrependimento mais comum de todos. Segundo Bronnie, quando as pessoas percebem que sua vida chegou ao fim, fica mais fácil ver quantos sonhos elas deixaram para trás. “A saúde traz uma liberdade que poucos percebem que possuem, até que a perdem”.
2. Queria não ter trabalhado tanto
Bronnie conta que esse desejo era comum a todos os homens que ela atendeu. Eles falam sobre sentir falta de ver as crianças crescendo ou da companhia de sua esposa. Isso não quer dizer que as mulheres não apresentem a mesma queixa – mas como a maior parte das pacientes da enfermeira são de uma geração mais antiga, nem todas precisavam trabalhar para sustentar a família.
3. Queria ter falado mais sobre meus sentimentos
Para viver em paz com outras pessoas, muita gente acaba suprimindo seus próprios sentimentos. De acordo com a enfermeira, alguns de seus pacientes até desenvolveram doenças por carregar esse rancor e esse ressentimento e nunca falar sobre o assunto.
4. Não queria ter perdido contato com meus amigos
“Todos sentem falta dos amigos quando estão morrendo”, afirma Bronnie. Segundo ela, muitas pessoas não percebem que sentem saudades dos amigos até as semanas que precedem sua morte.
5. Queria ter me permitido ser feliz
De acordo com Bronnie, muitas pessoas só percebem no fim que a felicidade é, na verdade, uma questão de escolha. “O medo de mudar fez com que eles fingissem para os outros e para eles mesmos que eles estavam satisfeitos quando, no fundo, tudo o que eles queriam era rir e ter mais momentos alegres”, conclui.
Faz a gente parar pra pensar em?






